Os diferentes canais e o consumo do brasileiro

03/05/2016

Ao longo dos últimos dois anos, a alta da inflação levou os consumidores a mudarem as estratégias no momento de ir às compras. Quem trabalha diretamente fornecendo serviços e produtos precisa entender detalhadamente os canais existentes de compra para suprir as atuais necessidades do consumidor brasileiro.

Embora os produtos de consumo doméstico, entre eles alimentos e produtos de higiene e limpeza, sejam os últimos a sofrer impacto devido ao ritmo lento do Brasil, a forma de comprar do brasileiro tem mudado. Inicialmente são identificados os gastos considerados supérfluos e então cortados, como entretenimento e gastos com vestuário, posteriormente se procura economizar nas contas fixas como energia, gás, escola, internet e telefone. Por último, os consumidores costumam procurar alternativas para impactar da menor forma possível as compras domésticas.

Atualmente o consumidor não costuma utilizar apenas um canal específico de compra. Ele tem identificado os lugares mais vantajosos para adquirir determinado produto. O Cash&Carry (atacarejo – uma mistura de atacado com varejo) já conquistou mais de 50% da população. Pesquisas mostram que em média os consumidores gastam o dobro em uma compra no Cash&Carry em comparação a uma ida ao hipermercado. Não é à toa que ao fim das duas primeiras semanas do mês os atacarejos costumam atingir 68% do faturamento do total do mês, o carrinho de compras das pessoas chega a quase 70 itens. A principal vantagem deste canal de compra é o equilíbrio entre custo e benefício. Os consumidores conseguem adquirir produtos de marcas líderes com preços bastante competitivos, principalmente em relação a produtos não perecíveis, como os de limpeza e mercearia. A classe média tem sido o principal comprador do atacarejo.

Outra opção dos consumidores é o hipermercado (um misto de supermercado com loja de departamento), embora este setor tenha sentido retração de vendas nos últimos tempos, permanece retendo consumidores que procuram por produtos que não são básicos, entre eles as diversas opções de bebidas. Por oferecer preços mais competitivos, o canal Farma (drogarias) tem conquistado consumidores que procuram artigos de higiene e beleza. O segmento costuma oferecer opções atrativas nas lojas físicas e virtuais, principalmente packs (exemplo: compra um produto e ganha desconto no outro), além de privilegiar a inovação. Os supermercados têm perdido compradores, com ênfase na classes A e B, exceto em locais onde o Cash&Carry ainda está em desenvolvimento, então o consumidor tende a procurar canais tradicionais, que é o caso do supermercado. Em comparação aos demais canais, o supermercado sai na frente em relação à preferência para comprar itens do açougue. Os comércios de formato vizinhança, como mercearias, não são mais a opção da classe D e E, este público tem o preço como fator decisivo na hora da compra, característica que não é o forte destes locais.

Quem busca enfrentar com êxito o atual cenário do país e permanecer em crescimento, precisa conhecer diversos fatores, como os expostos acima, entender o pensamento e a lógica de compra do consumidor, e estar por dentro da dinâmica competitiva do mercado. Assim é possível driblar as turbulências econômicas e sair na frente da concorrência.


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